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2009/03/15
2008/09/28
Novo 08/09
Um novo ano lectivo
Novas e velhas caras
Começa a descoberta
Novos alunos (que diferença!)
Alunos que pensam e se respeitam (caso raro)
e para estragar... a desconfiança entre professores
ag
Novas e velhas caras
Começa a descoberta
Novos alunos (que diferença!)
Alunos que pensam e se respeitam (caso raro)
e para estragar... a desconfiança entre professores
ag
2008/07/29
Professores - um exemplo
Assim sim
Indignação
que vale a pena ter
devíamos todos fazer o mesmo
seguir o exemplo
eu vou tentar
agaio
Novamente de lá
http://revisitaraeducacao.blogspot.com/
Indignação
que vale a pena ter
devíamos todos fazer o mesmo
seguir o exemplo
eu vou tentar
agaio
Novamente de lá
http://revisitaraeducacao.blogspot.com/
2008/03/21
No Dia Mundia da Poesia... II

Escher - Céu e Água I(1938)
SER PROFESSOR
Ser professor é ser artista
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo...
É ser mãe, pai, irmã, avó,
é ser palhaço, bagaço...
É ser ciência e paciência...
É ser informação.
É ser acção,é ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido? ...Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?...
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.
Ser professor
é um vício ou vocação?
É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de amanhã.
Amanhã.
Os alunos vão-se...
E ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe nova turmas,
novos olhinhos ávidos de cultura
e ele, o professor, vai despejando
com toda a ternura, o saber, a orientação
nas cabecinhas novas que amanhã
luzirão no firmamento da pátria
Fica a saudade
A amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade.
(Anónimo)
No Dia Mundia da Poesia... I

A escola
M.C. Escher Drawing Hands,1948
Escola é...
O lugar onde se faz amigos
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
Gente que trabalha, que estuda,
Que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um
Se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada por todos os lados”.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
Que não tem amizade a ninguém
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora, é lógico...
Nunca escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se,
Ser feliz.
de Paulo Freire
2008/03/18
Da obediência e da cegueira
Segunda-feira, Março 17, 2008
retirado do blog de JMAlves - Terrear
Era uma vez um mestre que tinha vários discípulos. Estes veneravam-no e seguiam escrupulosamente todas as suas instruções.
Um dia, o mestre decidiu que era tempo de ir ensinar noutras aldeias. Acompanhado pelos seus fiéis alunos, fez-se à estrada, sentado num carro puxado por dois bois. Ao fim de algumas horas, o mestre, sentindo-se cansado, instalou-se confortavelmente no fundo da carroça e disse aos discípulos:
— Meus amigos, vou dormir um pouco. Tomai conta da minha bagagem. Sede vigilantes e observai atentamente tudo o que cair.
Os discípulos anuíram e ele adormeceu tranquilamente. A dada altura, a carroça embateu numa rocha e a cabaça do mestre caiu. Os alunos arregalaram os olhos e viram a cabaça dar um salto e cair num fosso. Observaram-na sempre com a maior atenção.
Quando o mestre acordou, perguntou se estava tudo bem.
- Está tudo bem, mestre — responderam. — Acontece que a tua cabaça caiu.
- E vocês não a apanharam? Onde vou agora pôr a minha água?
Os discípulos responderam:
— Mestre, disseste-nos para vermos bem o que caía da carroça e assim fizemos.
— Sois mesmo néscios — replicou o mestre. Não era isso que eu queria dizer, mas o que está feito, está feito. A partir de agora, se alguma coisa cair no caminho, apanham-na e põe-na de novo na carroça, perceberam?
— Sim, mestre — responderam todos em uníssono.
O mestre acabou por adormecer de novo. A carroça balançava de um lado para o outro, e os alunos sentiam dificuldade em manter os olhos abertos. Subitamente, a carroça parou, devido às necessidades dos bois. Quando estes terminaram, a marcha foi retomada. Dois discípulos saltaram imediatamente para a estrada e apanharam os dejectos para os meter na carroça. Um dejecto caiu sobre a cabeça do mestre, que acordou.
— Que estais a fazer? Que porcaria é esta?
— Mestre, disseste-nos para apanharmos tudo o que caísse no chão.
O mestre ficou silencioso por instantes. Decidiu fazer uma lista minuciosa do conteúdo da carroça e deu-a aos discípulos.
— Se alguma destas coisas cair do carro, recolhei-a. Mas só o que esta escrito na lista.
— Sim, mestre — concordaram os alunos.
Algumas horas mais tarde, o mestre voltou a adormecer. A carroça começou a subir uma encosta íngreme, ladeada por um riacho. Os discípulos, ensonados, iam encostados uns aos outros. De repente, ouviram um grande ruído: o mestre tinha caído à água.
— Socorro, socorro — gritava.
Os discípulos pegaram na lista e percorreram-na escrupulosamente. Era uma lista muito completa, mas o nome do mestre não constava dela. Decidiram, assim, retomar o caminho. Ao vê-los afastarem-se, o mestre gritou:
— Onde ides? Parai imediatamente!
Os alunos, obedientes, pararam imediatamente e foram ao encontro do mestre.
—Estais loucos? Quereis verdadeiramente que eu morra? Caio da carroça, quase me afogo e nenhum de vós me vem socorrer?
—Mas, mestre — desculparam-se — não tínheis incluído o vosso nome na lista e nós só devíamos apanhar o que lá estivesse escrito. Quisemos apenas obedecer-vos.
— Claro que me obedeceis! — gritou o mestre, exasperado. — Mas fazei-lo sem reflectir! Pensai antes de agir, em vez de seguirdes cegamente o que eu faço ou vos digo para fazerem!
Os discípulos, um pouco envergonhados, ajudaram-no a subir para a carroça. O mestre decidiu, então, ensinar os seus alunos a reflectirem mais.
Bela metáfora sobre o que se (não) passa.
Posted by JMA at 10:45 AM
retirado do blog de JMAlves - Terrear
Era uma vez um mestre que tinha vários discípulos. Estes veneravam-no e seguiam escrupulosamente todas as suas instruções.
Um dia, o mestre decidiu que era tempo de ir ensinar noutras aldeias. Acompanhado pelos seus fiéis alunos, fez-se à estrada, sentado num carro puxado por dois bois. Ao fim de algumas horas, o mestre, sentindo-se cansado, instalou-se confortavelmente no fundo da carroça e disse aos discípulos:
— Meus amigos, vou dormir um pouco. Tomai conta da minha bagagem. Sede vigilantes e observai atentamente tudo o que cair.
Os discípulos anuíram e ele adormeceu tranquilamente. A dada altura, a carroça embateu numa rocha e a cabaça do mestre caiu. Os alunos arregalaram os olhos e viram a cabaça dar um salto e cair num fosso. Observaram-na sempre com a maior atenção.
Quando o mestre acordou, perguntou se estava tudo bem.
- Está tudo bem, mestre — responderam. — Acontece que a tua cabaça caiu.
- E vocês não a apanharam? Onde vou agora pôr a minha água?
Os discípulos responderam:
— Mestre, disseste-nos para vermos bem o que caía da carroça e assim fizemos.
— Sois mesmo néscios — replicou o mestre. Não era isso que eu queria dizer, mas o que está feito, está feito. A partir de agora, se alguma coisa cair no caminho, apanham-na e põe-na de novo na carroça, perceberam?
— Sim, mestre — responderam todos em uníssono.
O mestre acabou por adormecer de novo. A carroça balançava de um lado para o outro, e os alunos sentiam dificuldade em manter os olhos abertos. Subitamente, a carroça parou, devido às necessidades dos bois. Quando estes terminaram, a marcha foi retomada. Dois discípulos saltaram imediatamente para a estrada e apanharam os dejectos para os meter na carroça. Um dejecto caiu sobre a cabeça do mestre, que acordou.
— Que estais a fazer? Que porcaria é esta?
— Mestre, disseste-nos para apanharmos tudo o que caísse no chão.
O mestre ficou silencioso por instantes. Decidiu fazer uma lista minuciosa do conteúdo da carroça e deu-a aos discípulos.
— Se alguma destas coisas cair do carro, recolhei-a. Mas só o que esta escrito na lista.
— Sim, mestre — concordaram os alunos.
Algumas horas mais tarde, o mestre voltou a adormecer. A carroça começou a subir uma encosta íngreme, ladeada por um riacho. Os discípulos, ensonados, iam encostados uns aos outros. De repente, ouviram um grande ruído: o mestre tinha caído à água.
— Socorro, socorro — gritava.
Os discípulos pegaram na lista e percorreram-na escrupulosamente. Era uma lista muito completa, mas o nome do mestre não constava dela. Decidiram, assim, retomar o caminho. Ao vê-los afastarem-se, o mestre gritou:
— Onde ides? Parai imediatamente!
Os alunos, obedientes, pararam imediatamente e foram ao encontro do mestre.
—Estais loucos? Quereis verdadeiramente que eu morra? Caio da carroça, quase me afogo e nenhum de vós me vem socorrer?
—Mas, mestre — desculparam-se — não tínheis incluído o vosso nome na lista e nós só devíamos apanhar o que lá estivesse escrito. Quisemos apenas obedecer-vos.
— Claro que me obedeceis! — gritou o mestre, exasperado. — Mas fazei-lo sem reflectir! Pensai antes de agir, em vez de seguirdes cegamente o que eu faço ou vos digo para fazerem!
Os discípulos, um pouco envergonhados, ajudaram-no a subir para a carroça. O mestre decidiu, então, ensinar os seus alunos a reflectirem mais.
Bela metáfora sobre o que se (não) passa.
Posted by JMA at 10:45 AM
2008/03/09
2008/02/02
INSPIRAÇÃO PARA HOJE
Enviaram-me este texto por email...
1. Deite fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes paga!
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não a consegue melhorar, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa.
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

/título 57x57cm acrílico s/papel 2005 © Copyright João Vaz de Carvalho
1. Deite fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes paga!
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não a consegue melhorar, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa.
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

/título 57x57cm acrílico s/papel 2005 © Copyright João Vaz de Carvalho
2007/12/25
NÃO SE ACOSTUME...
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa

http://www.josephinewall.com/josephine.html
Nautilus
Life! Where did we come from? Where are we going? Out of the vastness of space a sequence of events beginning with the tiniest of life forms ignites the spiral of evolution. Through fish, plants, animals and birds the path eventually leads to mankind. A pool of life bringing water cascades from the treetops to form a pathway to a bright and hopeful future.
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa

http://www.josephinewall.com/josephine.html
Nautilus
Life! Where did we come from? Where are we going? Out of the vastness of space a sequence of events beginning with the tiniest of life forms ignites the spiral of evolution. Through fish, plants, animals and birds the path eventually leads to mankind. A pool of life bringing water cascades from the treetops to form a pathway to a bright and hopeful future.
2007/12/24
2007/10/20
Monólogo das Mãos, de Ghiaroni
Para que servem as mãos?
As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever…
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário; Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena; foi com as mãos que Jesus amparou Madalena; com as mãos, David agitou a funda que matou Golias; as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena; Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência; os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda; o operário construir e o burguês destruir; o bom amparar e o justo punir; o amante acariciar e o ladrão roubar; o honesto trabalhar e o viciado jogar. Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor. Os olhos dos cegos são as mãos. (Os surdos falam com as mãos)
As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes; no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros. O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida; a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas. A mão aberta, acariciando, mostra a bondade; fechada e levantada mostra a força e o poder; empunha a espada, a pena e a cruz!
Modela os mármores e os bronzes; dá cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza. Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza; doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de fidelidade. O noivo para casar-se pede a mão de sua amada; Jesus abençoava com as mãos; as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem…
E as mãos dos coveiros nos enterram!
As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever…
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário; Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena; foi com as mãos que Jesus amparou Madalena; com as mãos, David agitou a funda que matou Golias; as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena; Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência; os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda; o operário construir e o burguês destruir; o bom amparar e o justo punir; o amante acariciar e o ladrão roubar; o honesto trabalhar e o viciado jogar. Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor. Os olhos dos cegos são as mãos. (Os surdos falam com as mãos)
As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes; no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros. O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida; a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas. A mão aberta, acariciando, mostra a bondade; fechada e levantada mostra a força e o poder; empunha a espada, a pena e a cruz!
Modela os mármores e os bronzes; dá cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza. Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza; doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de fidelidade. O noivo para casar-se pede a mão de sua amada; Jesus abençoava com as mãos; as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem…
E as mãos dos coveiros nos enterram!
Continuando
Já se passaram 12 dias desde o último comentário. Aconteceram muitas coisas. Mas o que mais me agradou foi reencontrar "velhas" amizades. Este reencontro casual em alguns casos, provocado noutros, levou-me a pensar. Porque será que deixamos de lado esta e aquela amizade ou mesmo aquele conhecido que em determinada altura da vida foi tão importante. Quais os motivos, as razões, as situações? Não sei, mas que fiquei a pensar, fiquei!
2007/10/08
Num mundo de faz de conta
Realmente eu não nasci para viver nesta época... em que tudo tem dupla e tripla interpretação, em que se têm valor por lixar o próximo, em que o que conta é a chico esperteza e não a inteligência real e o respeito pelo outro. Será que ainda se lembram do que significam as palavras liberdade, democracia, respeito e justiça.
Não fui educada assim e não quero passar a ser dessa maneira.
Vou continuar a ser refilona, estupida até mas não me vou acomodar a este deixar andar só por alguem pensou que...
Cada um deve valer pelo que é e não pelo que parece.
Hoje estou assim, sem vontade de prosseguir. Mas amanhã com a luz do dia sei que vou continuar a ser chata, a exigir explicações, ou seja a ser quem sou.
Obrigada pai e mãe, irmão, amigos e família pois é graças a vocês que sou quem sou.
Não fui educada assim e não quero passar a ser dessa maneira.
Vou continuar a ser refilona, estupida até mas não me vou acomodar a este deixar andar só por alguem pensou que...
Cada um deve valer pelo que é e não pelo que parece.
Hoje estou assim, sem vontade de prosseguir. Mas amanhã com a luz do dia sei que vou continuar a ser chata, a exigir explicações, ou seja a ser quem sou.
Obrigada pai e mãe, irmão, amigos e família pois é graças a vocês que sou quem sou.
2007/10/02
2007/09/30
Para ler e pensar
O texto de António Gedeão é óptimo para pensar matematicamente.
Desafio a usa-lo.
Comentem.
Desafio a usa-lo.
Comentem.
2007/06/20
Diferença
...a diferença é que ele é feio e eu sou bonito...
Foi assim que um dia numa aula um aluno explicou o que entendia por diferença.
E que diferença...
Este é apenas um dos problemas - interpretação.
Sendo esta uma das palavras utilizadas no dia a dia, levanta questões quando utilizada em contexto restrito.
Muitas outras têm significados diferentes de acordo com o contexto onde são utilizadas.
É necessário ler, promover a leitura, escrever para melhor comunicar.
Foi assim que um dia numa aula um aluno explicou o que entendia por diferença.
E que diferença...
Este é apenas um dos problemas - interpretação.
Sendo esta uma das palavras utilizadas no dia a dia, levanta questões quando utilizada em contexto restrito.
Muitas outras têm significados diferentes de acordo com o contexto onde são utilizadas.
É necessário ler, promover a leitura, escrever para melhor comunicar.
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