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2009/03/15
Gostar ou não gostar de Matemática...eis a questão
esta é para pensar...
para todos os que gostam de matemática!
ag
para todos os que gostam de matemática!
ag
2008/03/26
Ups... falta dizer
Pois é faltou dizer de onde foi retirado o texto da mensagem anterior.
"O seu a seu dono"
http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/matelem/calma.html
O canto da Matemática Elementar
profg
"O seu a seu dono"
http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/matelem/calma.html
O canto da Matemática Elementar
profg
Problemas para pensar com calma
A Matemática não são só problemas rotineiros que muitas vezes aparecem de forma enjoativa nos livros de texto. A Matemática não é só a tabuada, a simplificação de expressões, a resolução de equações, inequações e sistemas de equações, etc. Claro que é necessário dominar tais técnicas, mas é preciso fazer muitas outras coisas para estudar Matemática. Por exemplo, puxar da cabeça (mas não com muita forca, senão ela ainda pode cair...) para resolver problemas.
1 - CORTAR PAPEL VEGETAL
Supõe que tens à tua frente uma enorme folha de papel vegetal e uma tesoura e que, à falta de melhor passatempo, te vais pôr a cortar a folha de papel vegetal. Começas por cortar ao meio a folha e assim obténs duas folhas de papel vegetal (mais pequenas evidentemente). Sobrepões estas duas folhas de papel vegetal e corta-las ao meio. Obténs deste modo quatro folhas de papel vegetal. Sobrepões agora as quatro folhas e novamente cortas tudo ao meio. Obténs 8 folhas. Sobrepões as oito folhas . . . Já estás a ver como passas o tempo. Cortas ao meio as folhas de papel vegetal e sobrepões as folhas que resultam do corte. Para concretizar, supõe que a folha inicial tem 0,01 milímetros de espessura (isto é, que 100 folhas de papel vegetal sobrepostas têm um milímetro de espessura), e que é suficientemente grande e resistente para poderes fazer todos os cortes que quiseres. Depois de repetires 50 vezes o processo de corte e sobreposição, qual é, aproximadamente, a altura das folhas de papel vegetal que obténs no fim?
1 - CORTAR PAPEL VEGETAL
Supõe que tens à tua frente uma enorme folha de papel vegetal e uma tesoura e que, à falta de melhor passatempo, te vais pôr a cortar a folha de papel vegetal. Começas por cortar ao meio a folha e assim obténs duas folhas de papel vegetal (mais pequenas evidentemente). Sobrepões estas duas folhas de papel vegetal e corta-las ao meio. Obténs deste modo quatro folhas de papel vegetal. Sobrepões agora as quatro folhas e novamente cortas tudo ao meio. Obténs 8 folhas. Sobrepões as oito folhas . . . Já estás a ver como passas o tempo. Cortas ao meio as folhas de papel vegetal e sobrepões as folhas que resultam do corte. Para concretizar, supõe que a folha inicial tem 0,01 milímetros de espessura (isto é, que 100 folhas de papel vegetal sobrepostas têm um milímetro de espessura), e que é suficientemente grande e resistente para poderes fazer todos os cortes que quiseres. Depois de repetires 50 vezes o processo de corte e sobreposição, qual é, aproximadamente, a altura das folhas de papel vegetal que obténs no fim?
2007/11/12
AULA DE MATEMÁTICA

“Pra que dividir sem racionar
Na vida é sempre bom multiplicar
E por A mais B
Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você
Por uma fração infinitesimal
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal
Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão
Para finalizar vamos recordar
Que menos por menos dá mais, amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto dois corações se integrar
Se desesperadamente, incomensuravelmente
Eu estou perdidamente apaixonado por você".
Antonio Carlos Jobim
2007/09/30
Maezinha
A terra de meu pai era pequena e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
Segundo informação, concreta e exacta, dos boletins oficiais, viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais 45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade à que vai do berço até à puberdade.
28 por cento das restantes eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas, pelas suas próprias condições, não têm que ser consideradas nestas considerações.)
Das outras, 10 por cento, eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas, mas que por temperamento, ou por outras razões mais ou menos secretas, não se inclinavam para o casamento.
Além destas meninas havia, salvo erro, 32, que à meiga luz das horas vespertinas se punham a bordar por detrás das cortinas espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
Dessas havia 9 que moravam em prédios baixos como então havia, um aqui, outro além, mas que todos ficavam no troço habitual que o meu pai percorria, tranquilamente no maior sossego, às horas em que entrava e saía do emprego.
Dessas 9 excelentes raparigas uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora, teve as suas fraquezas mas casou-se e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se não se sabe porquê.
A que sobeja chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.
Antonio Gedeao
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